As festas de Natal e Ano-Novo costumam aumentar significativamente o volume de resíduos nas residências. Garrafas de vidro, latas, embalagens plásticas, papelão e restos de comida fazem parte do cenário pós-ceia e, quando descartados de forma incorreta, comprometem a reciclagem e o trabalho das cooperativas.
Segundo a presidente da Cootravipa, Imanjara Marques de Paula, pequenas atitudes dentro de casa fazem grande diferença no destino dos resíduos. “A separação correta começa na origem. Quando o material chega limpo e separado, ele pode ser reaproveitado. Quando vem misturado com restos de comida, muitas vezes se perde”, explica.
O que mais sobra das ceias
Durante as festas, os resíduos mais comuns são:
- Garrafas de vidro de bebidas
- Latas de alumínio
- Embalagens plásticas de alimentos
- Caixas de papelão
- Guardanapos e papel toalha usados
- Restos de comida
- Isopor de bandejas e embalagens
Cada um desses materiais exige atenção específica no descarte.
O que pode ir para a reciclagem
Podem ser encaminhados à coleta seletiva:
- Garrafas e potes de vidro, desde que vazios
- Latas de alumínio
- Embalagens plásticas rígidas limpas
- Papelão e papel seco, dobrado ou desmontado
Antes do descarte, o ideal é retirar resíduos de alimentos e líquidos. Não é necessário lavar com excesso de água, apenas remover o excesso de sujeira.
O que não deve ser reciclado
Alguns materiais comuns das festas não são recicláveis:
- Guardanapos usados e papel engordurado
- Restos de alimentos
- Isopor sujo
- Papel plastificado ou metalizado
- Embalagens contaminadas por gordura ou molhos
Esses resíduos devem ser destinados ao lixo orgânico ou rejeito, conforme a coleta do município.
Erros frequentes no descarte
Entre os equívocos mais comuns estão misturar restos de comida com recicláveis, descartar vidro quebrado sem proteção e acreditar que todo material será separado depois. “Quando os resíduos chegam misturados, o prejuízo é duplo: ambiental e social”, destaca Imanjara. “Além de reduzir o reaproveitamento, aumenta o risco para quem trabalha na triagem.”
Impacto social da separação correta
A reciclagem correta não beneficia apenas o meio ambiente. Ela também gera renda, promove inclusão social e fortalece o trabalho de cooperativas que vivem da triagem e comercialização dos materiais recicláveis. “Separar os resíduos é um gesto simples, mas que garante melhores condições de trabalho e mais dignidade para milhares de famílias”, afirma a presidente da Cootravipa.
Com atenção básica no descarte após as festas, é possível começar o ano novo com uma atitude mais consciente e responsável, transformando o excesso das comemorações em oportunidade de reaproveitamento e impacto positivo.